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Cosméticos e Dermocosméticos: afinal, qual é a diferença entre eles? by Camile Maes

No Brasil, na parte burocrática, a Anvisa registra os termos dermocosméticos, cosmecêuticos e outros similares dentro de uma mesma categoria, “cosméticos”. Mas apesar disso e com tanta variedade de produto no mercado, é preciso saber também que eles não são a mesma coisa e te adiantamos que a principal diferença entre eles são as funcionalidades de cada um. Olha, só!

Cosméticos

Os produtos que são notificados como cosméticos, em sua maioria propõe beleza, são complementares aos dermocosméticos e atuam nas camadas mais superficiais da pele, tendo efeito e benefício imediato porém não duradouro, como um corretivo para olheiras ou base para as manchas por exemplo, o produto suaviza, uniformiza, esconde e resolve o “problema” no momento, mas quando é retirado a olheira e mancha continuam lá. Além da maquiagem, outros produtos que cabem nessa categoria são aqueles que servem mais para higienizar a pele, refrescar, os shampoos, desodorantes, perfumes, esfoliantes e bases ou cremes sem ação protetora.

Os componentes dos cosméticos não precisam de comprovação científica. Mas isso não quer dizer que não são testados ou não têm eficácia no que eles propõem. Muitas empresas dessa categoria não classificam seus produtos como dermocosméticos, mas ainda assim executam estudos, pesquisas, realizam testes de segurança e devem ser notificados e registrados pela Anvisa.

Dermocosméticos

Já os dermocosméticos são caracterizados como produtos para a pele formulados a partir de princípios ativos de conhecimento dermatológico, com subsídio e comprovação científica de eficácia. Em geral, as empresas publicam até mesmo artigos e estudos sobre esses produtos e alguns são desenvolvidos através de tecnologias que muitas vezes são patenteadas. Por isso, o valor de um dermocosmético costuma ser superior ao dos cosméticos, afinal tem um processo maior envolvido nesse produto, além da sua melhor eficácia.

São produtos que oferecem cuidado à saúde da pele. Penetram em camadas mais profundas e são aliados à tratamentos para rejuvenescimento, manchas, acne, cicatrizes, entre outros. Atuam e tratam a pele a fim de evitar, reduzir ou eliminar o problema a longo prazo. Pela Anvisa, apesar de não serem separados em um diferente categoria dos cosméticos, eles são considerados Grau 2 o que faz com que eles precisem passar por essas inúmeras pesquisas e testes de segurança e eficácia. Além disso, os dermocosméticos são livres de certos componentes como conservantes, fragrâncias e corantes.

Sabendo disso, qual escolher?

Você não precisa escolher um ou outro, pode muito bem aliar as duas categorias de produtos. Por exemplo, se as manchas te incomodam, você pode usar uma base ou corretivo para esconder sem deixar de passar um produto com vitamina C e o protetor solar.

Mesmo que você use cosméticos diariamente, alguns cuidados são essenciais como o filtro solar. Aliás, hoje em dia vemos bases (tipo BB cream) com FPS, mas não é o mesmo que passar o protetor solar, pois sua eficácia é inferior. Prefira usar o filtro solar com cor, neste caso a ordem dos fatores altera o produto, rs, já que a função principal do produto é a proteção, são tecnologias diferentes.

Outros dermocosméticos importantes são os cremes ou séruns hidratantes, com ácido hialurônico por exemplo. Escolha aquele que se encaixa com o seu tipo de pele (oleosa, seca, mista) e não abra mão desse cuidado!

Atualmente tem muitos produtos que já possuem as duas propostas, mas como dito antes, nada impede de aliá-los separadamente, você pode aplicar a bruma hidratante para refrescar a pele, usar um primer para disfarçar os poros e controlar a oleosidade, passar seu sérum hidratante, o filtro solar e finalizar com uma make levinha para o dia a dia, tudo na mesma rotina.

Lembre que em se tratando dos dermocosméticos, procure um profissional para te orientar sobre o uso, o que será bom para a sua pele, etc. Outro detalhe para prestar atenção é conhecer a empresa, suas pesquisas, ideais e ler sempre os rótulos dos produtos.

Protetor solar: saiba tudo sobre esse cuidado by Camile Maes

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, 8 em cada 10 brasileiros não utilizam o filtro solar na rotina de cuidados com a pele. Passar esse produto todos os dias previne muitos problemas sérios, como manchas, melasma, pintas solares, envelhecimento precoce e câncer.

O assunto ainda levanta muitas dúvidas, como passar e aplicar, diferença entra filtro solar químico e físico, o que o FPS indica, se maquiagem com FPS protege, etc. 

Por isso a gente trouxe alguns esclarecimentos para você ficar sabendo tudo sobre esse cuidado tão importante. Vamos lá!

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O que é FPS?

FPS é Fator de Proteção Solar. No mercado encontra-se protetores numerados de 4 a 60 e ao contrário do que se pensa, o FPS não está relacionado à sua potência de proteção, mas sim ao tempo que a pessoa pode ficar exposta ao sol antes que a pele comece a ficar vermelha ou apresentar ardor. 

Por exemplo, se o FPS é 30, significa que protege 30 vezes mais no tempo em que se “bronzearia”. Ou seja, se sem proteção você fica vermelho(a) após 10 minutos no sol, utilizando um protetor com FPS 30, você ficaria protegido(a) por 5 horas (sem ter contato com água ou suor). Mesmo assim a reaplicação em até 3h é fundamental!

Em pessoas com pele muito clara e que ficam vermelhas facilmente, sugere-se o uso de protetor com FPS 50 no mínimo, já morenas claras as negras, recomenda-se FPS 30. 

Tipos de protetor: Químico e Físico

O protetor físico, é constituído de zinco e/ou dióxido de titânio, que são dois componentes que oferecem cobertura de amplo espectro contra os raios UVA e UVB. Como o nome já diz, o protetor físico cria uma barreira física entre a pele e a radiação solar, ou seja, não há penetração do produto na pele, ele permanece na superfície. É ideal para peles mais sensíveis e sua ação é instantânea, ou seja, não precisa esperar que comece agir para sair. A desvantagem deste tipo de filtro é o tom esbranquiçado e a dificuldade para espalhar, já que apresentam uma cobertura mais pesada. Pessoas com a pele mais seca podem ter uma adaptação melhor aos filtros físicos.

Já o protetor químico possui ingredientes que absorvem os raios UV, transformando-os em energia menos nociva a pele. Esses protetores geralmente também são constituídos de antioxidantes que protegem da pele contra os radicais livres. É o mais indicado para uso diário e é facilmente usado junto com a maquiagem, no entanto necessita de uma reaplicação mais frequente. Como geralmente possuem ingredientes auxiliadores para aumentar seu espectro de proteção, podem não ser indicados para quem sofre com alergias e rosácea, por exemplo.

Como usar/aplicar?

Para uma boa cobertura e sem desperdício de produto, deve-se aplicar no rosto e pescoço o equivalente a 1 colher de chá do produto, 1 colher de chá para cada braço, para os pé e pernas o equivalente a 4 colheres de chá e 2 colheres de chá no colo e costas.

Lembre-se de não usar o mesmo protetor para o rosto e corpo, os produtos devem ser específicos. Em ocasiões de alta exposição solar, como uma ida à praia ou piscina, recomenda-se o equivalente à 1 a 3 colheres de sopa dependendo do tamanho da região. 

Na praia sugere-se a escolha de fator 30 a 50 e deve-se reaplicar o produto a cada 2h. E fique atenta à data de validade, pois o produto perde sua integridade e sua ação é prejudicada. Por isso usar o protetor do verão passado ou mais antigo não é recomendado.

Posso usar somente base ou corretivo com FPS? 

Algumas bases e corretivos possuem FPS, mas protegem somente dos raios UVB (que deixam a pele avermelhada), deixando a pele exposta à aos raios UVA responsáveis pelo envelhecimento precoce e outros danos sérios, por isso não substituem completamente o filtro solar físico ou químico. 

Com essas informações ficou mais fácil identificar o tipo de protetor ideal para sua pele e a importância do uso dele diariamente, né?